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Política

Jovem com dupla nacionalidade viaja 500 km e vota no Amapá

Denis Duvigneau, de 24 anos, nasceu na Guiana Francesa e possui dupla nacionalidade. Ele viajou mais de 500 km para exercer o direito ao voto nas eleições de 2026.

Publicado em 4 de outubro de 2026 às 20:07

Jovem com dupla nacionalidade viaja 500 km e vota no Amapá
Reprodução

Denis Duvigneau, 24 anos, realizou sua primeira votação no Brasil neste domingo (4) em Macapá, capital do Amapá. Nascido na Guiana Francesa, onde reside e trabalha, ele tem mãe brasileira e, por isso, possui dupla nacionalidade. Motivado pela mãe, que mora na França há mais de duas décadas, o jovem percorreu cerca de 560 km para cumprir o dever cívico nas eleições gerais de 2026, que definem presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

Dupla nacionalidade e o dever cívico

A condição de cidadão com duas nacionalidades traz, segundo Denis, uma responsabilidade ampliada. “Ter dupla nacionalidade significa ter dupla responsabilidade. Preciso acompanhar o que acontece tanto aqui, no Brasil, quanto na Guiana Francesa”, explicou. A mãe de Denis reforçou a importância de exercer o direito ao voto, lembrando que a conquista da cidadania brasileira foi fruto de luta de gerações. Para o jovem, participar das urnas brasileiras é uma forma de honrar essa história.

Primeira votação em território brasileiro

Ao chegar à seção eleitoral de Macapá, Denis encontrou um ambiente típico das urnas brasileiras: filas organizadas, mesários atentos e o clima de obrigatoriedade que caracteriza o voto no país. “É diferente de onde moro. Aqui o voto é obrigatório, e a população entende a importância de comparecer”, relatou. O jovem também destacou a necessidade de conhecer a região onde sua mãe vota e o bairro onde ela cresceu, reforçando o vínculo afetivo com o Brasil.

Jovens e a participação política nas eleições 2026

Além de Denis, outras jovens figuras marcaram presença nas urnas amapaenses. Izabela Bedran, 19 anos, estudante de Direito, também votou pela primeira vez e enfatizou a importância de os jovens se posicionarem politicamente desde cedo. “Precisamos criar nossas próprias ideias e escolher quem realmente nos representa”, afirmou. A participação de jovens como Denis e Izabela sinaliza um renovado engajamento da geração Z nas decisões políticas do país.

Comparativo entre o voto no Brasil e na Guiana Francesa

Denis apontou diferenças marcantes entre os hábitos eleitorais dos dois países. Enquanto no Brasil o voto é obrigatório e amplamente valorizado, na Guiana Francesa a população tem maior liberdade de escolha e, segundo ele, demonstra menos interesse em comparecer às urnas. “Lá, se não quiser votar, simplesmente não vota. Aqui, todo mundo entende que um voto pode mudar muitas coisas”, comparou.

Planos para transferência de domicílio eleitoral

Após a experiência em Macapá, Denis pretende transferir seu domicílio eleitoral para Oiapoque, município que faz fronteira com a Guiana Francesa e fica mais próximo de sua residência. A mudança facilitará futuras idas às urnas, reduzindo a necessidade de longas viagens. O pedido de transferência será protocolado nos próximos dias, seguindo as normas do Tribunal Superior Eleitoral.

Com a primeira experiência de voto concluída, Denis Duvigneau reafirma seu compromisso com a cidadania brasileira, demonstrando que a distância geográfica não impede o exercício da democracia. Sua história pode inspirar outros brasileiros residentes no exterior a participarem ativamente das eleições, fortalecendo a representatividade nacional.