Com a chegada do primeiro turno das eleições, neste domingo (4), os candidatos à Presidência da República gastaram ao todo mais de R$ 159,9 milhões com as campanhas eleitorais. Os dados foram obtidos pelo InfoMoney a partir da prestação de contas parcial feita pelas candidaturas ao Tribunal Superior Eleitoral até a sexta-feira (2).
Candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o ranking de gastos com o saldo de R$ 65,6 investido. O valor é o mesmo declarado ao TSE em 23 de setembro, dez dias antes do pleito.
Em 2022, o petista desprendeu R$ 131,3 milhões durante dois turnos para vencer a disputa eleitoral contra Jair Bolsonaro, O valor já gasto equivale a 49,9% do custo total da eleição passada.
Na sequência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que segue tecnicamente empatado com Lula nas pesquisas de segundo turno, desembolsou R$ 62,9 milhões em sua primeira campanha eleitoral à Presidência. O valor representa um aumento de R$ 6,8 milhões em relação aos dados relatados em setembro pela campanha do PL.
Partidos de centro e centro-direita devem manter bancadas relevantes e podem ser necessários para formar maioria no Congresso
Campanha reavaliou participação depois que ministra do TSE proibiu uso de assento vazio para representar Lula no estúdio
O montante desembolsado por Flávio também equivale a 70,69% dos R$ 89 milhões desprendidos por Jair Bolsonaro durante os dois turnos da eleição em 2022, quando foi derrotado em um 2º turno apertado.
Em terceiro lugar, Ronaldo Caiado (PSD) foi o candidato fora da polarização com mais gastos eleitorais até o 1º turno. Apesar de somar somente xx das intenções de voto no primeiro turno, segundo a pesquisa Datafolha divulgada no sábado (3), o ex-governador de Goiás utilizou R$ 22 milhões na sua campanha.
A maior parte dos gastos de campanha dos principais presidenciáveis estão categorizadas como “serviços prestados por terceiros”. No caso de Lula, 62% do valor foi utilizado em 89 lançamentos com essa descrição, totalizando R$ 40,7 milhões.
Já a campanha de Flávio utilizou 22 lançamentos na categoria, totalizando 66% do gasto de campanha. O valor total supera o descrito pela campanha de Lula, com R$ 41,7 milhões destinados.
Apesar do alto custo, a eleição não precisa ser paga à vista pelos candidatos. Do total de R$ 159,9 milhões desprendidos pelos presidenciáveis, somente R$ 96,1 milhões contam na categoria “total de despesas pagas”.
Lula lidera o “cofre negativo”, com uma diferença de R$ 31,2 milhões entre o montante gasto e os R$ 34,7 milhões já pagos pela campanha eleitoral. Já Flávio Bolsonaro apresenta um balanço mais moderado, com o saldo negativo de R$ 22,6 milhões após ter quitado R$ 41,3 milhões do custo total.
